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Disciplina da EESC-USP aborda projetos de edifícios de alvenaria estrutural

Na graduação, estudantes tomam contato com técnicas de dimensionamento do sistema construtivo

Romário Ferreira
Edição 206 - Maio/2014
 

Marcelo Scandaroli

A disciplina de Projeto de Edifícios de Alvenaria Estrutural faz parte do 8º semestre do curso de engenharia civil da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP). Como o próprio nome já sugere, o objetivo da disciplina é oferecer conhecimentos para que os alunos desenvolvam projetos estruturais para obras de alvenaria. Para ingressar nesta aula, é necessário já ter estudado, em semestres anteriores, as disciplinas de Resistência dos Materiais, Estática das Estruturas e Concreto Armado.

Segundo o professor Márcio Corrêa, da EESC, as aulas introduzem conceitos como os de modulação da alvenaria, de análise estrutural de edifícios submetidos a ações horizontais e verticais e, por fim, de dimensionamento de elementos de alvenaria estrutural. As aulas também contemplam os parâmetros das normas técnicas brasileiras e noções sobre projetos de edifícios industriais e de reservatórios e muros de arrimo.

 

FICHA TÉCNICA
Disciplina: Projeto de Edifícios de Alvenaria Estrutural
Nível: graduação
Instituição de ensino: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP)
Cidade: São Carlos (SP)
Carga horária semestral: 60 horas
Créditos: 2
Semestre ideal:
Pré-requisitos: Resistência dos Materiais, Estática das Estruturas e Concreto Armado

 

Após as dez primeiras aulas, é realizada a primeira prova (P1), valendo de zero a dez pontos. Depois, na 15ª aula, última do semestre, é feita a prova final (P2). Para o aluno ser aprovado, a média das duas avaliações precisa ser igual ou maior que cinco pontos. Porém, em vez deste método tradicional de avaliação, há professores que optam pelo desenvolvimento de um pequeno projeto estrutural de um edifício residencial de oito pavimentos. O trabalho, de acordo com Corrêa, é dividido em quatro etapas - cada uma valendo até dez pontos; a média das quatro notas também precisa ser igual ou superior a cinco para aprovação na disciplina.

A primeira etapa do trabalho é a modulação com a apresentação da primeira e da segunda fiadas e elevações de quatro paredes com aberturas (duas externas e duas internas); a segunda parte é a definição das ações verticais e horizontais por pavimento; a terceira é a distribuição das ações verticais e horizontais e especificação das resistências características de blocos, argamassa, graute e prisma, por pavimento ou grupo de pavimentos; e, por último, o dimensionamento de todos os elementos adicionais, como vergas, contravergas etc., com apresentação desses detalhes em elevações típicas.

"O professor escolhe no semestre o tipo de avaliação que deseja fazer, se são as provas tradicionais ou o trabalho do projeto em etapas. Nos últimos anos, temos optado sempre pelas provas", explica o professor Marcio Corrêa. Se, ao final do semestre, o aluno não obtiver a média mínima, há a possibilidade de fazer uma avaliação de recuperação.

Avaliações

P= Provas
E= Etapas de um projeto estrutural de um edifício residencial

Há dois modos de avaliação e a escolha depende do professor. O primeiro é o método mais tradicional, com duas provas, a P1 e a P2. São duas provas, com a possibilidade de uma substitutiva, caso o aluno não alcance a média mínima, que é igual a cinco pontos. O outro modo é pedir para o aluno desenvolver um pequeno projeto de um edifício residencial, que será entregue em quatro etapas. Cada etapa vale até dez pontos e, ao final, é feita uma média aritmética, que também precisa ser igual a cinco, para aprovação na disciplina.

Bibliografia

- Leitura básica: Projeto de Edifícios de Alvenaria Estrutural. Márcio Antonio Ramalho, Márcio Roberto Silva Corrêa. São Paulo, PINI, 2004.

- Leitura complementar: Reinforced Masonry Engineering Handbook. Amrhein, J.E. Masonry Institute of America.
Desempenho da Alvenaria à Compressão. Franco, L.S. BT-20/88, Epusp, 1988.
Alvenaria Armada de Blocos de Concreto: Prática Recomendada. Rodrigues, P.P.F. São Paulo, ABCP, 1985.
Recomendações para o Projeto de Edifícios em Alvenaria Estrutural. Oliveira JR., V. Dissertação de Mestrado, EESC/USP
Análise de Edifícios de Alvenaria Estrutural Sujeitos à Ação do Vento. Silva, I.M. Dissertação de mestrado, EESC/USP.
NBR 15.812 - Alvenaria Estrutural - Blocos Cerâmicos. Parte 1 (Projetos) e Parte 2 (Execução e Controle de Obras). Associação Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro, 2010.
NBR 15.961 - Alvenaria Estrutural - Blocos de Concreto. Parte 1 (Projeto) e Parte 2 (Execução e Controle de Obras). Associação Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro, 2011.

Segundo o professor Marcio Corrêa, da EESC, a bibliografia é escolhida a partir dos livros clássicos disponíveis, com ênfase no de autoria dele em parceria com o professor Marcio Ramalho. "Adicionalmente utilizamos teses que trazem informações complementares relevantes. E outro ponto de destaque é a normalização brasileira pertinente, que o aluno deve conhecer", diz Corrêa.

 


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