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Como construir edifícios altos

Ensaios em túnel de vento, atenção com pressão nas redes hidráulicas e uso de concreto fluido são alguns cuidados na concepção de arranha-céus

Eduardo Campos Lima
Edição 224 - Novembro/2015
 

TonyV3112/Shutterstock.com

Desde a década de 1960, o Palácio W. Zarzur, erguido no Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, ostentou o título de edifício mais alto do Brasil. Em 2014, os 170 m de altura da torre - também conhecida como Mirante do Vale - foram superados por um edifício residencial em Balneário Camboriú, no litoral Norte de Santa Catarina. O recorde agora pertence ao Millenium Palace, com 177 m de altura.

De modo geral, a verticalização mais intensa está relacionada à demanda por espaço em uma região - comercial ou residencial - e às regras estabelecidas pelo Plano Diretor municipal. Isso explica, em parte, por que muitos dos edifícios altos no mundo se concentram em locais com economia mais dinâmica. É o caso de cidades como Nova York, Chicago, Tóquio e Taipei, que há décadas já contam com edifícios com mais de 200 m de altura.

Ainda que o Brasil não tenha a mesma tradição que norte-americanos e asiáticos na construção de edifícios superaltos, o mercado já dispõe de conhecimento, normas técnicas e recursos suficientes para projetar e construir essas estruturas com segurança. No País, a oferta de novos arranha-céus tem se concentrado na cidade de Balneário Camboriú, com empreendimentos residenciais de alto padrão com vista para o mar. Em São Paulo, onde o Plano Diretor é mais restritivo, predominam os edifícios corporativos com cerca de 150 m de altura, embora também já estejam surgindo edifícios residenciais com essa escala de altura.

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