Parte essencial do futuro da construção, a internacionalização dos projetos é o caminho correto a seguir, defende engenheiro de universidade britânica | Téchne

Entrevista

Parte essencial do futuro da construção, a internacionalização dos projetos é o caminho correto a seguir, defende engenheiro de universidade britânica

Segundo Roger Flanagan, esse processo é amplo e todos têm de fazer a sua parte: empresas, governo, órgãos regulatórios e, o mais importante, as pessoas

Por Gustavo Curcio
Edição 238 - Janeiro/2017

ROGER FLANAGAN

Divulgação

Professor na Escola de Gestão e Engenharia de Construção da Universidade de Reading, no Reino Unido, Roger Flanagan é atualmente um dos maiores especialistas do mundo sobre internacionalização de projetos de construção. Presidente do Chartered Institute of Building (2006-2007), o engenheiro já realizou estudos para o desenvolvimento da indústria da construção em diversos países, como Reino Unido, Canadá, Malásia, Suécia, Noruega e Estônia - além de ter trabalhado nos Estados Unidos, na Finlândia e na África do Sul. Expert em internacionalização, Flanagan já foi professor visitante de várias instituições de destaque mundial, como a Universidade de Tsinghua, na China; a Universidade de Hong Kong; a Universidade de Tecnologia da Malásia; a Universidade New South Wales, na Austrália; e a Universidade de Chongqing, na China. Suas áreas de interesse são a internacionalização da construção; a gestão de riscos e custos; e as novas tecnologias para o setor da construção, entre outras. No ano passado, Flanagan esteve no Brasil para participar do Encontro Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído - Entac 2016. Realizado em São Paulo, o evento discutiu 'Os Desafios e as Perspectivas da Internacionalização da Construção'. Nesta entrevista, ele fala dos desafios da indústria da construção e do papel do Brasil nesse processo.

A internacionalização de projetos é uma tendência?
A indústria da construção necessita planejar e moldar ativamente o seu futuro - e a internacionalização é uma parte essencial dele. Somente fazendo isso ela poderá perceber-se como uma indústria de oportunidades crescentes, imparcialidade e prosperidade. Uma indústria que atrairá jovens brilhantes. Ela deve voltar o seu olhar para fora, evitando ser protecionista. Empresas, governo, órgãos regulatórios e, o mais importante, pessoas, todos têm um importante papel nesse jogo.

Qual é o papel do Brasil diante desse fenômeno?
Como nação, o Brasil enfrenta um grande dilema: ir à deriva ao encontro ao futuro ou moldá-lo à sua maneira. O futuro deveria ser baseado em escolha, e não na sorte. Depender das grandes empresas para conquistar trabalhos no exterior também é um problema. O Brasil necessita de uma reviravolta para se alinhar com o que está acontecendo ao redor do mundo.

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