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Conheça critérios de escolha das fôrmas para moldagem de paredes de concreto

Decisão envolve variáveis diversas, como modulação de vãos, logística, prazo de execução e compatibilização total com os demais elementos incorporados à edificação

Bruno Loturco
Edição 240 - Março/2017
Divulgação Maxhaus
Fôrmas trepantes: agilidade na construção e execução de etapas diferentes simultaneamente. Desmonte dispensa regularização da parede

Independentemente do sistema, há princípios fundamentais para a escolha de fôrmas para moldagem de concreto. Primeiro, essas estruturas provisórias resistam às pressões de lançamento do concreto. Depois, que se mantenham inertes até que o concreto atinja a resistência esperada. Além disso, é imprescindível ao sistema ser estanque e manter a geometria das peças.

De acordo com o projetista de fôrmas Nilton Nazar, diretor-geral da Hold Engenharia, os principais sistemas utilizados para paredes de concreto são: de madeira compensada com estrutura metálica, totalmente metálica - de aço ou alumínio -, ou plásticas, de polipropileno. Também é possível fazer uso de fôrmas trepantes para edifícios com múltiplos pavimentos.

Corte típico de sistema de fôrma trepante

Não é comum o uso de fôrmas de madeira montadas no local. Por demandar muita mão de obra, a produtividade da moldagem de grandes extensões costuma ser melhor com o uso de fôrmas industrializadas em módulos. 'Além da produtividade, temos ganho de qualidade da estrutura, pois os módulos são estruturados para não ter variação de medidas', pontua Augusto Guimarães Pedreira de Freitas, diretor do escritório Pedreira de Freitas. 'Como são estruturas mais pesadas, permitem travamentos e sistemas de ancoragem robustos, que garantem continuidade da seção entre módulos', observa. A continuidade é vertical, entre os andares, e horizontal, ao longo das paredes de fachada, por exemplo (veja mais sobre tipologias de fôrmas para paredes de concreto no quadro ao lado).

Além das fôrmas, Pedreira de Freitas salienta a importância das características do concreto desde sua produção até o lançamento e cura. 'O consumo de concreto é grande e o sucesso do sistema está ligado à qualidade dimensional e de acabamento das paredes pósexecução', diz. Para ele, são esses fatores que determinam a produtividade e a menor demanda por acabamento.

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