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Prova comentada: fundações

Veja as questões da prova da disciplina do curso de engenharia civil do Centro Universitário da FEI

Kurt André Pereira Amann
Edição 243 - Junho/2017
Acervo pessoal

Kurt André Pereira Amann
kpereira@fei.edu.br

Kurt André Pereira Amann graduou-se em engenharia civil pela FEI, em 1994. Em 2000, tornou-se mestre em engenharia de solos pela Poli-USP e, no ano seguinte, passou a ser professor em tempo integral no Centro Universitário da FEI, onde acumula, desde 2002, os cargos de chefe de departamento e coordenador do curso de engenharia civil do Centro Universitário da FEI. De 1995 a 2000, foi diretor técnico da Amann Engenharia. Concluiu o doutorado em engenharia geotécnica pela Poli-USP, em 2010, com a tese 'Metodologia semiempírica unificada para a estimativa da capacidade de carga de estacas'. É participante do grupo de pesquisa Geotecnia - Região Centro-Leste do Estado de São Paulo - Unicamp, na linha de pesquisa 'Comportamento de fundações assentes em solo de diabásio da região de Campinas/SP'.


No curso de engenharia da Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros (FEI), a disciplina de Fundações é ministrada para os alunos do 7o semestre, que aprendem, basicamente, sobre os dois sistemas de transferência de carga principais: o direto e o indireto. Nas aulas, os estudantes assimilam uma série de conceitos, tais como atrito negativo, carregamento transversal, ensaios de prospecção do subsolo (SPT, CPT e outros), métodos executivos de fundações, critérios para a escolha do tipo de fundação, ensaios de prova de carga e sua interpretação.

O engenheiro civil Kurt André Pereira Amann, professor de Fundações e Obras de Terra do curso de Engenharia Civil do Centro Universitário FEI, explica que a disciplina de Fundações apresenta a discussão técnica e a metodologia de cálculo de soluções para transferir as cargas e outras ações da estrutura de uma edificação ou obra para o solo onde será implantada. 'Caso essa transferência não seja feita de forma adequada, deformações excessivas no solo podem ocasionar fissuras, trincas, desnivelamentos (como os dos edifícios da orla de Santos, em São Paulo, por exemplo) e, em casos extremos, uma ruptura do solo com desestabilização e possível tombamento da edificação', alerta Pereira Amann.

Nas aulas, são abordados os tipos de fundação direta rasa, como sapatas, blocos e radiers, e profunda, como os tubulões, onde as cargas da estrutura distribuem-se diretamente em uma área plana dimensionada para não ultrapassar a tensão admissível que o solo é capaz de suportar com segurança. Também são ensinadas aos alunos as fundações indiretas, que apresentam boa parte de sua transferência de carga feita por atrito lateral entre o elemento de fundação e o solo, como no caso das estacas, as quais alcançam o solo mais resistente a grandes profundidades para apoio da ponta. 'A norma brasileira, contudo, opta por dividir as fundações em rasas e profundas', esclarece o professor.

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